Perdas, Luto e Superação

Meu bichinho morreu. E agora?

Perder um animal de estimação traz sentimentos de luto. Essa perda pode ser sentida por todas as faixas etárias. As crianças podem ter essa dor mais intensa e prolongada devido ao significado do animal para ela, sua idade, se a morte foi repentina ou não e como isso será explicado para ela. Os pais poderiam aproveitar essa oportunidade para ajudar a criança a entender o ciclo de vida e lidar com futuras perdas.

Little child hugging a dogÉ comum as pessoas esconderem a sua dor pela perda de um pet com receio de serem taxadas de frágeis e tolas. Infelizmente, é isso mesmo que acontece. A sociedade atribui um valor menor a vida de um animal e, consequentemente, banaliza o seu adeus. Às vezes, o animal entra na vida das pessoas para ajudar a superar períodos críticos da vida, a exemplo da separação, do desemprego e falecimento de familiares. Quanto mais forte a ligação afetiva, mais intensa será a consternação – o luto. Certa vez uma amiga que havia perdido o seu bichinho me disse que parecia ter perdido um parente. Esse sentimento é normal, pois na maioria dos casos o animal é incorporado como parte da família.

O luto pela perda de um animal pode e deve ser compartilhado. Não deixe seus sentimentos de lado, por conta de possíveis deboches, ironias, sarcasmos… Certamente você sentirá tristeza, aflição, agonia, angústia, vontade de chorar, saudades… Esses sentimentos precisam ser vividos para que a perda do animal seja superada. Quando falo em superação não me refiro a esquecer, mas reorganizar a vida com a ausência do bichinho.

Algumas pessoas, na tentativa de superar a perda, substituem rapidamente o animal morto por outro. Tal atitude é mais frequente nos pais que se veem na difícil missão de inibir a dor normal dos filhos. Substituir um bichinho por outro pode interromper o processo de luto e trazer possíveis prejuízos a convivência com o novo pet. A exemplo, a criança pode evitar o bicho novo por acreditar estar traindo o que faleceu. Também, pode contribuir com a falsa ideia de que tudo pode ser facilmente substituído. É melhor esperar o tempo passar e, quando todos da família estiverem preparados, então um novo animalzinho pode ser adotado.

Atitudes como sepultamento, falar sobre essa perda com familiares e amigos podem ajudar a suavizar a dor e marcar o encerramento da vida do seu bichinho. Pense nisso e até a próxima.

Ah, ia esquecendo. Amo meus bichos.

Karoliny Lima Damasceno
Psicóloga – Teresina – Piauí
Perdas, Luto e Superação
www.karol.psc.br

 

 

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